Instituto Gabriel Resende

Lipedema · tratamento clínico · todos os estágios

A gordura que dói e não some com dieta tem nome: lipedema.

Não é falta de esforço e não é só estética. É uma doença crônica, reconhecida pela OMS, que tem manejo. E quanto antes você cuida, melhor.

Dr. Gabriel Resende · CRM-DF 27381 · CRM-GO 26801

O que é

Lipedema não é obesidade, e não é retenção.

É o acúmulo anormal e doloroso de gordura, geralmente nas pernas e braços, que poupa mãos e pés e não responde a dieta como a gordura comum.

Costuma surgir ou piorar em fases hormonais e tem um componente inflamatório, o que explica a dor.

1 em cada 8

mulheres

CID-11

Tem código próprio na classificação da OMS

puberdadegravidezmenopausa
Três pares de pernas lado a lado ilustrando diferentes graus de lipedema

Sintomas

Reconhece algum destes sinais?

Dor ou sensibilidade ao toque nas pernas e/ou braços

Hematomas (roxos) com facilidade

Sensação de peso e cansaço que piora ao longo do dia

Desproporção: cintura mais fina e pernas mais grossas, parando no tornozelo

Nódulos sob a pele, textura irregular

Não afina com dieta nem exercício como o resto do corpo

Estágios

Os 4 estágios do lipedema

Ilustração médica em corte transversal da pele e tecido subcutâneo no estágio 1 do lipedema: superfície externa lisa, com lóbulos de gordura discretamente alterados logo abaixo da derme

Estágio 1

Pele lisa por fora, tecido já alterado por dentro.

Ilustração médica em corte transversal da pele e tecido subcutâneo no estágio 2 do lipedema: superfície ondulada com pequenos nódulos e septos fibrosos mais espessos

Estágio 2

Superfície irregular, nódulos palpáveis.

Ilustração médica em corte transversal da pele e tecido subcutâneo no estágio 3 do lipedema: lobos de gordura maiores e irregulares deformando o contorno da pele

Estágio 3

Lobos de gordura que se projetam, deformidade de contorno.

Ilustração médica em corte transversal da pele e tecido subcutâneo no estágio 4 do lipedema: tecido denso e volumoso com vasos linfáticos dilatados, indicando lipo-linfedema

Estágio 4

Lipedema associado a inchaço linfático (lipo-linfedema).

O estágio descreve a pele e o tecido, não a intensidade da dor. Dá para tratar em todos os estágios, do 1 ao 4.

Como tratamos

Tratamento clínico, sem cirurgia

O Dr. Gabriel trata o lipedema de forma clínica, sem cirurgia, em linha com o Consenso Brasileiro de Lipedema, que coloca o tratamento conservador como a base.

Avaliação sequencial

do seu caso, com ajuste do tratamento semana a semana

Terapia compressiva

para alívio da retenção e dos sintomas locais

Ajuste alimentar sequencial

para uma alimentação anti-inflamatória

Uso de medicamentos para alívio dos sintomas

quando indicados

Cuidado individual com a qualidade da pele

Ajuste da rotina de exercício

específico para lipedema

Com tratamento adequado e hábitos saudáveis, a progressão pode ser atenuada e a qualidade de vida melhora.

Mitos e perguntas frequentes

O que toda paciente pergunta sobre lipedema

Mito

Lipedema é a mesma coisa que obesidade?

Não. No lipedema, a gordura se acumula de forma desproporcional e dolorosa, geralmente nas pernas e braços, e não responde ao emagrecimento como a gordura comum. O IMC tem valor limitado nesses casos. As duas condições podem coexistir, e cada uma é avaliada e tratada de forma própria.

Mito

Lipedema tem cura?

Não há cura, mas há controle. Com tratamento adequado e hábitos saudáveis, a progressão pode ser atenuada e a qualidade de vida melhora. O objetivo do manejo é aliviar a dor e a sensação de peso, controlar a evolução e devolver conforto no dia a dia.

Preciso operar?
Não necessariamente. O tratamento conservador, sem cirurgia, é a base recomendada pelo Consenso Brasileiro de Lipedema, em todos os estágios. A própria diretriz orienta um período de tratamento clínico bem conduzido antes de qualquer consideração cirúrgica.
Por que dieta sozinha não resolve?
A gordura do lipedema não responde a dieta na mesma proporção que a gordura comum. A alimentação anti-inflamatória ajuda a controlar sintomas e peso corporal, mas não dissolve as áreas afetadas. Por isso o manejo combina compressão, alimentação, exercício e acompanhamento médico.
Como é feito o diagnóstico?
O diagnóstico é clínico: história e exame físico feitos por médico, excluindo outras causas, como obesidade, linfedema e problemas circulatórios. A bioimpedância entra como ferramenta auxiliar de avaliação e de acompanhamento da evolução, não como teste único e definitivo.
Lipedema acontece só em mulheres?
É muito mais comum em mulheres: o Consenso Brasileiro de Lipedema estima que atinja 12,3% das mulheres adultas, cerca de 1 em cada 8. Costuma surgir ou piorar em fases de variação hormonal, como puberdade, gravidez e menopausa. Casos em homens existem, mas são raros.

Resultados variam de pessoa para pessoa e dependem de avaliação clínica. Não há promessa de cura.

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